Material sobre o trabalho com famílias (NECA)


Novos rumos para o trabalho com famílias

TRabalho com famíliaLivro/Cartilha Novos rumos para o trabalho com famílias disponível para download: AQUI

Apresentação “Novos rumos para o trabalho com famílias foi elaborado para contribuir com todos aqueles que se dedicam ao trabalho com crianças, adolescentes e suas famílias em situação de risco social e pessoal. A intenção é que ele possa correr de mão em mão, provoque discussões, reflexões e invenções. É uma primeira edição e esperamos que, ao longo do tempo, esta publicação seja avaliada e aprimorada à luz da experiência de todos aqueles que “tecem manhãs esperançosas e promissoras”. Pág. 9

Moreira, Maria Ignez Costa. Novos rumos para o trabalho com famílias . São Paulo : NECA – Associação dos Pesquisadores de Núcleos de Estudos e Pesquisas sobre a Criança e o Adolescente, 2013.


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Jogos socioeducativos adaptáveis para o SCFV


Oi pessoal,

Conforme adiantei na fanpage, eu divulgo hoje quatro jogos educativos elaborados pela RECIMAM – Rede de Cidadania Mateus Afonso Medeiros e PROGEG – UFOP. Uma das autoras (grande referência profissional pra mim :) ) a Prof. Drª. Lúcia Afonso me presenteou e apresentou os jogos, mostrando que ao adaptar a linguagem para o contexto do SUAS – SCFV, eles podem funcionar com uma ferramenta para trabalhar Cidadania, Direitos Humanos, prevenção e combate ao Bullying, Meio ambiente e outros temas . A intenção era fazer este post após o uso dos jogos nos grupos, mas como não estou mais no CRAS passarei para uma colega trabalhar com o orientador social do SCFV (depois eu volto aqui e escrevo a experiência). Para não atrasar mais resolvi postar mesmo que seja para apresentar o material a vocês e indicar onde vocês podem baixá-los para impressão. Sim! Os quatro jogos estão disponíveis para acesso e download gratuito.

Eu encontrei um texto “O lúdico na Educação em Direitos Humanos” de uma das autoras dos jogos, Flávia Lemos Abade, onde ela diz o seguinte: ” Ao longo dos anos de 2011 a 2013, a equipe do Projeto de Extensão Oficinas de Direitos Humanos do Centro Universitário UNA produziu em parceria com o Programa de Educação para a Diversidade (Proged) da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) quatro jogos. Foram eles: Jogo da Igualdade e das Diferenças (sobre bullying e direitos na escola), Trilhas da Cidadania (sobre direitos de cidadania, em uma perspectiva diversificada), Dominó dos Objetivos do Milênio (sobre os Objetivos do Milênio) e Siga o Lixo (sobre reciclagem e meio ambiente). Em 2013, com apoio material do Ministério da Educação (MEC) e da UFOP, esses quatro jogos receberam programação visual e foram impressos para serem distribuídos nas escolas públicas estaduais trabalhadas pelo Proged. Além de um folheto com regras, conteúdos e materiais, cada jogo incluiu um texto para educadores, abordando o seu uso em EDH”.

Eu vou deixar que vocês acessem todo o material e demais referências lá no site da Recimam – Portanto, basta você clicar no título de cada foto abaixo para ir direto ao DOWNLOAD.

1. Jogo da Igualdade e das Diferenças (sobre bullying e direitos na escola)

2. Trilhas da Cidadania

3. Dominó dos Objetivos do Milênio

4. Siga o Lixo (sobre reciclagem e meio ambiente)

Eu achei excelente a proposta destes jogos e acredito que a experiência com eles poderá ser bem proveitosa. E quem sabe as autoras não criam uma versão especial para o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos? ;)

Meus agradecimentos a Prof. Drª Lúcia Afonso pelo presente e pela honra do encontro! Parabéns a todos os profissionais envolvidos neste projeto, também em especial a Flávia Abade que fez uma vista aqui estes dias e me deixou um recado carinhoso ;)

Site RECIMAM

Referência do texto citado:

Curso intensivo de Educação em Direitos Humanos – Memória e Cidadania 2014 / coordenação e apresentação Kátia Felipini Neves e Caroline Grassi Franco de Menezes ; textos João Ricardo Wanderley Dornelles … [et al.]. São Paulo : Memorial da Resistência de São Paulo : Pinacoteca do Estado, 2014.  Acesso clique AQUI

Grupo da melhor idade? Quem foi que disse?


Idosos CRASNo penúltimo Post da série “O que é o CRAS segundo o Facebook”, vou tratar hoje dos discursos acerca dos idosos, públicos do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para pessoa idosa.

Conforme já provoca o título deste post, quero convidar você a repensar essa ideia de que a velhice é a melhor idade. Então a vida começa aos 60, quem foi que disse?

Mas já disseram que a vida começa aos quarenta. Quem foi que apagou as primeiras quatro décadas? “Quem foi que disse que a vida começa aos quarenta? (Biquini Cavadão – Zé ninguém)

É compreensível que o termo “Melhor idade” seja reproduzido desmedidamente (e não me refiro apenas aos CRAS, CREAS, mas também a outras instituições, como reproduziram nas últimas semanas os perfis no facebook do Senado e do CNJ) porque soa afável e demonstra boas intenções daqueles que trabalham com este público nos serviços públicos ou privados. Mas sabemos que a bondade e a boa intenção não são garantias de um trabalho social capaz de romper com o assistencialismo e promover processos emancipatórios do sujeito.

Tratar a velhice como a melhor idade é um romantismo raso que desqualifica a vida dessas pessoas e que tenta esconder as agruras do que significa ser velho numa sociedade que insiste que só há beleza e produção na juventude.

Olha como caímos nas ciladas dos discursos. Quando tratamos os idosos como viventes da melhor idade estamos justamente banalizando sua vida atual, é como se o idoso deixasse sua bagagem para trás e entrasse desvestido em um portal onde ser velho significa viver no paraíso. Mas neste paraíso ele deixa de ser sujeito para se tornar uma massa, um coletivo.

E os desejos, afetos, escolhas, projetos, sexualidade, sexo, trabalho, mobilização social, participação e inúmeras expressões da subjetividade? Isso é coisa da fase ruim da vida! No paraíso o que eles querem mesmo é dançar um forró e jogar dominó. É bom isso, assim eles esquecem as dores, sabe aquelas dores que andam? Que a cada hora estão numa parte do corpo? Isso é do idoso.

Há aqueles idosos que se queixam desse “paraíso”, reclamam que é sempre o mesmo CD, o mesmo lanche, ou que faltou açúcar no café. Como pode? Ah, esses são os ranzinzas!

Lembra que eu escrevi nos textos anteriores sobre a diferença de um trabalho social feito por profissionais com formação e daquele feito antes do SUAS, onde o trabalho (em sua maioria) era pontual e sem embasamento teórico, técnico e metodológico? É justamente esse ponto que me convoca a refletir sobre a reprodução de discursos equivocados por profissionais que deveriam pensar e agir diferente, criando novas formas de ver, compreender, tratar e trabalhar com os idosos.

Nesta altura do texto você pode questionar: mas que alarde por conta de um termo! – se isso acontecer não fui capaz de provocar a reflexão esperada, mas quero reforçar que nossa prática é resultado do nosso discurso. Se o discurso não revela aliança com a emancipação, autonomia e protagonismo, como ser agente ético e político de mudança?

Portanto, não é mais ético e construtivo deixar que cada um diga qual é ou qual foi sua melhor idade?

No próximo e último texto desta série, farei sugestões de algumas formas mais assertivas de divulgação dos serviços do CRAS, CREAS, SCFV através do Facebook.

Para ler os Textos anteriores, clique nos links:

IO e Manual de Orientações sobre a articulação e integração das ações do SCFV e o Mais Educação


Os serviços socioassistenciais são dinâmicos, por isso, se identificamos que algo não está funcionando conforme planejado, é preciso refazer os caminhos, e isso não quer dizer que foi tempo perdido, pois faz parte da construção. Avaliar o que não está bom não pode ser um processo paralisante, pelo contrário, deve ser um desencadeador de ações e movimentos por direções até então desconhecidas.

SCFV e Mais Educação - Blog Psicologia no SUAS IOSobre estas novas direções, estava revisitando os materiais do SCFV e achei interessante compartilhar o material que o MDS produziu junto com o MEC sobre a articulação e integração das ações do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – SCFV e o Programa Mais Educação – PME. Trata-se da Instrução Operacional e Manual de Orientações nº 01 SNAS –MDS / SEB – MEC, 18 de dezembro de 2014.

No Post “Sobre as oficinas no SCFV” apontamos os impasses e desafios na organização e execução deste serviço, por isso acredito que a materialização desta IO, por ressaltar a importância de tecer ações intersetoriais, poderá apontar resultados mais satisfatórios para as múltiplas e complexas demandas que ainda são tratadas de forma fragmentada.

Foi muito importante o MDS documentar essa articulação porque foram os próprios Municípios que apontaram ao Federal o “choque” nas ações do Mais Educação com o SCFV, principalmente referente ao horário das atividades para Crianças e Adolescentes. Como foi falado na teleconferência, alguns Municípios já estavam articulados com a Educação, apenas precisavam formalizar os compromissos firmados.

Caso você não assistiu, vale a pena conferir a Teleconferência do MDS sobre o tema: A integração entre Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos e o Mais Educação, disponível no Youtube.

Para conhecer ou reler os materiais sobre o SCFV já compartilhados aqui no Blog, acesse: Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – SCFV TOP 10 #03