(…)”A existência de morte materna em um país que conta com medicina avançada é uma violência contra as mulheres”, disse Leila Linhares. Segundo ela, essas mortes significam que as mulheres não tiveram bom atendimento na hora do parto, não fizeram pré-natal adequado e outras questões referentes à oportunidade e acesso. “Esses óbitos acontecem em maior número entre mulheres mais pobres, com menor nível de escolaridade e com menos acesso a serviços de saúde”, acredita Leila. (…)

Trabalho aborda silêncio e a naturalização da violência contra mulheres e crianças

Já Marisa Chaves relatou casos cotidianos com os quais lida em seu trabalho sobre o silêncio e a naturalização da violência contra mulheres e crianças. “No Movimento de Mulheres de São Gonçalo (MMSG), que hoje desenvolve ações para evitar a violência contra mulheres, crianças e adolescentes, estamos fazendo um levantamento quantitativo de crianças que foram violentadas por pais biológicos ou padrastos, e que sua genitora também tenha passado por isso. Temos dados concretos e reais dessa questão casada. O silêncio daquela mãe para não revelar que sua filha está exposta a uma violência sexual está muito voltado para o fato de ela ter de naturalizar a violência sofrida por ela mesma no passado, e, na ocasião, não ter tido apoio nem rede de proteção social para desvelar esse fenômeno para a sociedade”, contou Marisa(…)

Informe na íntegra, clique abaixo:

Informe ENSP – !1Dogmas e preconceitos podem aumentar mortalidade materna.

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